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22/07/2006 23:06 ENTREVISTA 
Miguel Paiva nasceu no Rio de Janeiro, em 1950. Começou a escrever aos dezesseis anos, para o Jornal dos Sports. Publicou inúmeros livros, tanto no Brasil quanto no exterior, como As memórias de Casanova e livros de História do Brasil. Além desses, produziu, ainda, cinco livros em parceria com Luís Fernando Veríssimo - contando as aventuras do detetive Ed Mort -, três livros com a Radical Chic e dois com o Gatão de Meia Idade. Viveu na Itália de 74 a 80, criando e publicando seus personagens. De volta ao Brasil, morou durante nove anos em São Paulo, voltando para o Rio em 92, onde vive até hoje. Miguel Paiva é cartunista, diretor de arte, autor, ilustrador, publicitário e jornalista. (Edições Record). http://www.novacultura.de/radicalchic.htmlOutros sites:
http://www.radicalchic.com.br/
http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/radical.asp
http://www.planetanews.com/autor/MIGUEL%20PAIVA
Lançou há dois dias o seu novo blog no Comunica-se:
http://blogdomiguelpaiva.blog-se.com.br
1) Como foi o seu primeiro contato com os blogs?
R: Primeiro só tinha ouvido falar. Parecia uma coisa de adolescente, assim feito um diário. Depois fui achando que era uma grande sacada para a liberdade de expressão.
2) Por que fazer um?
R: Justamente por isso. É um trabalho jornalístico, de comunicação, sempatrão, sem controle, sem ibope, mas também sem salário, sem publico objetivo, uma coisa meio aleatória. Mas é uma aventura curiosa.<BR>
3) Pelo acumulo de material que você tem: crônicas, desenhos e entre outras coisas... Porque não fez um site?
R: Eu tenho um site que está em reforma. Quero disponibilizar no site meus desenhos e no blog as coisas mais imediatas, mais dinâmicas que dão chance ao leitor de responder, de palpitar.<BR>
4) Por quê escolheu o portal Comunique-se?
R: Fui indicado por amigos jornalistas e fui muito bem recebido e tratado.
Você acha que o blog pode lhe ajudar ainda mais a sua capacidade de escrever e desenhar e criar novos personagens?
R: Acho que está tudo em aberto. O blog pode ser um caminho futuro para a comunicação. Ainda no princípio é meio vago, impreciso mas acho que no futuro as coisas vão ficar mais direcionadas assim como aconteceu com a internet. É isso.
 Dudu Oliva | comentários(10)
22/07/2006 15:11 TABU 
Numa noite qualquer...
(inspirado no conto de Clarice Lispector; Ruídos e Passos)
O pai vê a filha se esfregando no travesseiro. Ele acende a luz do quarto e diz num tom repressor: - Quê isso, menina?.
A menina responde: - Nada, só tô com dor de barriga.
O pai acreditou. Era boa filha.
Numa noite qualquer, o marido vê a mulher se esfregando no travesseiro. Ele acende a luz do quarto e fala num tom repressor: - Quê isso, mulher?.
A mulher responde: - Nada , só tô com dor de barriga.
O marido acreditou. Era boa esposa.
Numa noite qualquer, o filho vê a mãe se esfregando no travesseiro. Ele acende a luz do quarto e fala num tom repressor: - Quê isso, mãe?-.
A mãe responde: - Nada, só tô com dor de barriga.
O filho acreditou. Era boa mãe.
Numa noite qualquer, o neto vê a avó se esfregando no travesseiro. Ele acende a luz do quarto e fala num tom repressor: - Que isso, vó? O que está fazendo?.
A avó responde: - Nada, só tô com dor de barriga.
O neto acreditou. Era boa avó.
Eles foram os quatros homens de sua vida, ela fez tudo por eles. Foi boa filha, boa esposa, boa mãe e boa avó. Mas, em alguns momentos, sentia-se incompleta.
http://www.bestiario.com.br/10_arquivos/contos%20curtos.html
O TAPA
ela cai na cama tem vergonha de sentir uma sensação gostosa o homem vem a beija ardentemente tudo se misturava saliva línguas sangue ela ficava mais excitada lembrava-se de quando era pequena o padrasto batia de vara de marmelo no seu traseiro por fazer alguma arte não chorava fingia sempre gostava das surras do padrasto o tempo correu virou mulher quando não tinha ninguém para machucá-la maltratava seu corpo usava agulhas velas chicotes porém sentia arrependimento fez anos de análise nunca conseguiu deixar de sentir prazer na dor sempre um dia encontrou ele que a perseguiu na rua deserta ela começou a correr mas ele conseguiu alcançá-la a empurrando forte na parede de um beco qualquer ela o arranhou ele simplesmente a esbofeteou a possuiu ali mesmo encontraram-se mais vezes hoje moram juntos apesar dela ser feliz tem um pouco de vergonha do caminho que escolheu
TELEFONE SEM FIO
André morava em frente da casa da professora já senhora Zuleica. Um dia ele estava saltando pipa, que caiu no telhado da casa dela. O rapaz foi subir para pegá-la. Ao chegar à janela do quarto, viu o que nunca poderia imaginar...
A SENHORA ZULEICA SE MASTURBANDO COM UM VIBRADOR!!!!!! Esqueceu-se da pipa e foi correndo contar para primeira colega. Só acrescentou que a senhora piscou para ele.
Logo, começou uma tremenda confusão: – André viu a professora se masturbando. Ela estava se exibindo para ele e o convidou para participar da sacanagem. – disse a colega do garoto para outra colega. – André viu a professora transando com uma moça. A professora Zuleica enfiava o cabo de vassoura nela, que gritava de prazer. Quando viu o André, convidou ele para participar da sacanagem. – disse o colega da colega de André. – A professora Zuleica é pedófila, o André viu ela assistindo filme pornô de criancinhas e ao mesmo tempo transava com dez homens muito fortes. Dizem que são da academia lá perto da praça, ao lado da padaria.– disse a colega do outro colega da colega do André.– Mãe, fiquei sabendo que a professora Zuleica convidou o André, alguns alunos e um monte de homens da academia daqui perto, pra fazer uma festa de sacanagem. Me contaram que estupraram até a galinha, que a professora Zuleica cria. – disse a colega da colega da colega do outro colega da colega de André, que contou à sua mãe.
Repórteres de todos os jornais, polícia e vizinhos ficaram rondando à casa da professora Zuleica e a sua intimidade foi devassada. Muitos gritavam: Professora taradona! Vagabunda! Pedófila!
Porém ao passar do tempo, a justiça inocentou a senhora.
A professora Zuleica mudou-se. Foi morar num lugar bem distante e que só tem mato. Contudo, colocou insofilme em todas as janelas. Não queria mais surpresas desagradáveis.
Confissões de A para D:
“ Não tenho delírios no calor, mas no inverno. Tudo começou, quando fui aperfeiçoar o meu Inglês em Londres. Uma tia me convidou a ficar algum tempo no seu apartamento. Na janela do quarto em que dormia, dava de frente a uma construção muito antiga. Havia uma gárgula no telhado, que parecia me olhar fixamente. A partir daquele momento, as minhas carnes começaram a tremer. Repulsa e desejos se misturavam. Lembro-me que nas noites gélidas, me escondia nas cobertas espessas. Todavia, ao avançar da madrugada, tinha a impressão que uma mão máscula e fria percorria o meu corpo, despia-me voraz, mas sem me ferir. O tempo que fiquei na casa da minha tia em Londres, quase todas às noites nos sonhos ou realmente transava com algo que não era humano. Sentia o seu corpo grotesco contra o meu. Era tudo violentamente prazeroso. Quando amanhecia, me sentia culpada e suja.” ( Trecho do blog: http://cartasintimas.zip.net/ dos meus queridos amigos D. e A.) Dudu Oliva | comentários(1)
21/07/2006 11:56 MILAGRE 
“Adoro sentir o calor humano dos meus fãs, quando estou fazendo o meu programa. Eles sabem que lutei muito para chegar até aqui. Sabem que sou uma vencedora e guerreira. Também, fico comovida de ver o carinho das pessoas com meu filho.” ( trecho retirado da entrevista de Pamela à Fofoca Express em 11/ 05/ 2004).
*****
– Mãe, quero ser famosa!
– Legal filha, vai ser atriz?
– Não sei, mas quero ser famosa!
– Então, escritora de romances bonitos?
– Não sei, quero ser famosa!
–Vejamos, vai ser modelo?
– Não sei, mas quero ser famosa!
– Vai ser apresentadora de televisão?
– Não sei, quero ser famosa!
– Já sei! Cantora?
– Não sei, quero ser famosa!
– Mas minha filha, você tem que escolher alguma coisa para ser famosa e não simplesmente ser famosa.
– Mãe, eu não sei realmente o que vou fazer para ser famosa, mas a única coisa que tenho certeza é que quero ser famosa!
Anos mais tarde...
“Estou me sentindo tão insignificante. Queria que acontecesse alguma coisa; um milagre, que mudasse a minha vida.”
Estava em casa, sentada em frente do telefone. Esperava uma ligação de seu agente. Passou um mês apertado. Era modelo loira de olhos azuis, mas tinha um metro e sessenta oito centímetros e já tinha vinte sete anos. O desespero crescia e as contas a pagar multiplicavam. Os vizinhos do pardieiro, onde vivia já a olhava de cara feia.
O telefone começou a chamar, ela percebeu que um raio de sol iluminou a sala e um pequeno pássaro apareceu, pousando na janela:
– Alô?– Pâmela atendeu esperançosa
– Sou eu, Pâmela. Tenho convites para uma festa super bombada. Você tem que ir, vai ter muitos contatos.
– Algo me diz que essa festa vai ser muito importante pra mim. Pode deixar comigo, eu vô.
Estava no salão, quando veio em sua direção Charles Bronks. Ele era um dos atores mais famosos de Hollwyood. Ela foi eleita entre tantas naquela festa. Recebeu olhares de inveja, admiração e despeito. De repente, um pensamento surgiu em sua mente: “ Aconteceu o que estava esperando”.
Meses depois, encontra-se encostada na parede fria e áspera do seu apartamento, sentindo o ventre cheio de aleluia! Tinha a certeza que foi abençoada pelos Deuses.
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Um texto meu publicado num site bem bacana: http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/ddpro/ddpro087.htm****
http://dudu.oliva.blog.uol.com.br/
http://cartasintimas.zip.net
http://dudve.blogspot.com Dudu Oliva | comentários(8)
19/07/2006 22:23 RESSACA 
Há uma ressaca dentro de mim. Ondas gigantescas martelam minha cabeça. Estou num barco pequeno, tentando não naufragar no mar revolto. Desesperado, escuto uma voz bonita cantando, aparece uma sereia sentada na pedra. Ela está me enfeitiçando para mergulhar; quer me matar. Me lembro que hoje é Domingo, dia de visitar as mães.
Ao chegar lá, ela fica toda contente e a levo ao cinema. Depois, visitamos a minha irmã Laura. A filha dela quer que eu leia uma história: A Pequena Sereia. Falo que posso ler qualquer coisa, menos essa história que me dá arrepios.
O bolo está gostoso e é de chocolate. Laura ganhou da vizinha, que é mãe solteira e que no passado era prostituta e agora evangélica. Uma gritaria começa na vila, são as crianças, que no futuro muito próximo, irão ser ladras e pervertidas. Os pais não prestam e os avós mais ainda.
Volto à minha casa, mas saio de novo. Visito Antônio (amigo de anos), que fica surpreso: a mais de dez anos que não me vê. Fala sem graça para eu ir embora, está com visita em casa e que havia pouca comida. Digo que tudo bem. Volto à casa da minha mãe. Brigo com ela e volto para a minha casa.
Um outro colega me liga, diz que vai viajar. Pergunto o que tenho a ver com isso e o mando tomar no cu. Ligo a TV e a desligo rapidamente. Saio.
Estou na praia, vem um grupo de pivete e me assalta. Dou queixa na delegacia, volto para casa da minha mãe. Brigo com ela outra vez e volto para a minha casa. De novo o colega que vai viajar me liga. Mando de novo tomar naquele lugar.
Meia noite, a INTERNET é um saco de lerdeza. Ligo para minha mãe, que acorda brava e a gente briga de novo. Não quero dormir, saio de casa. Encontro com o amigo que vai viajar de novo num barzinho. Diz outra vez que vai viajar, dou um murro nele. Depois, saí fugido.
Vejo um casal de namorados sentados num banco. Tenho a idéia de ir bem devagarinho e gritar atrás deles. Eles levaram um susto e saí correndo.
Acordo numa casa estranha. Vou à cozinha e uma mulher fala que o café já está pronto. Pergunto onde estou e ela diz que em Madureira. Pego o seu telefone, para sairmos juntos outra vez.
Minha mãe diz que tenho que tomar jeito. Prefiro ler Branca de Neve e os Sete Anões para minha sobrinha, mas ela quer que eu leia A Pequena Sereia. Insiste, perco a paciência:– não quero ler essa porra!!! Mais que menina pentelha, cacete!–. Aí brigo com mãe, irmã, cunhado e sobrinha.
Estou cansado, durmo no sofá lá de casa. Não tem mais jeito, fui dominado pela ressaca e o canto da sereia...
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http://dudve.blogspot.com Dudu Oliva | comentários(6)
18/07/2006 11:30 ENTREVISTA  Editora Fernanda Garrafiel do site:http://www.armazemliterario.com.br/
1) Como surgiu a idéia do site?
R: Eu e a Glaucia (Lewicki) sempre fomos apaixonadas por literatura. Ano passado, estávamos cobrindo para o JB Online a FLIP (Festa Literária de Paraty), ela como redatora, eu como fotógrafa. Sentamos em um café, num intervalo à tardinha e idealizamos o Café Literário: quais seriam as seções, qual seria a linha a ser seguida, quem escreveria no site.
Quando voltamos ao Rio, eu fiz a proposta da criação do site para o então editor do JB Online, Alexandre Fontoura. Ele topou no ato e nos deu liberdade para fazer do jeito que queríamos. O Café Literário foi "inaugurado" em 1º de agosto do ano passado. O Armazém veio quando
saímos do JB, e tem a mesma estrutura e ideologia do Café - incentivar a leitura, dar espaço para novos autores.
2) Armazém Literário, a idéia do título é que você se propõe armazenar uma diversidade de eventos e estilos literários? Explica a idéia do título.
A idéia é armazenar literatura: entrevistas com escritores, títulos, colunas, notícias, novos autores. Literatura em estoque será nosso slogan, quando acharmos que estamos preparados para ele. Por enquanto, estamos recomeçando, juntando material e pessoas interessadas no
projeto.
3) Antes era vinculada com Jornal do Brasil on-line. Por quê decidiram ter um site independente?
R: As pessoas que comandam o JB online mudaram. E mudou também o enfoque
do site, eles quiseram atingir um público mais jovem, mudaram o layout para isso. E decidiram que literatura não era prioridade. Nós somos muito gratas ao JB pela oportunidade, mas, para manter o site como o idealizamos, tivemos que sair.
4) Como é a equipe do site? É composta só por jornalistas e profissionais da Internet ou tem outros profissionais?
R: Temos jornalistas, escritores, designers... Quando uma pessoa me pede para participar, eu não quero saber qual a formação dela, quero saber se ela escreve bem. Já era assim no JB, continua sendo assim no Armazém. A equipe original era toda de amigos de longa data. Agora já temos caras novas, enriquecendo o site.
5) Como é fazer jornalismo literário num país que é considerado de pouca leitura?
R:Realmente se lê muito pouco no país. Mas, mesmo assim, o mercado da literatura é muito rico, nós temos muitas editoras, que nos fornecem uma infinidade de bons livros nacionais, e uma ótima seleção de títulos traduzidos. Temos autores consagrados nacional e internacionalmente, uma excelente safra de novos autores. Enfim, material é o que não
falta. O que precisamos é incentivar as pessoas, fazer elas saberem primeiro que ler pode ser divertido e depois, que existe literatura além de Dan Brown e Paulo Coelho. Isso é um desafio e é o que torna jornalismo literário apaixonante.
6) E como a Internet ajuda o trabalho de vocês?
R:Sem internet não existiríamos. O Armazém Literário ainda não tem uma versão impressa, então a internet é o nosso meio de distribuição. Hoje em dia, eu tenho colaboradores no site que não conheço pessoalmente, a internet fez o vínculo. O contato com as editoras é praticamente todo feito através de e-mail. Algumas entrevistas com autores também - mas,
ao vivo a entrevista fica bem mais interessante.
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http://dudve.blogspot.com Dudu Oliva | comentários(12)
17/07/2006 16:42 ENTREVISTA  O site Blocos Online http://www.blocosonline.com.br/ é bastante conceituado no meio literário e acadêmico e está completando 10 anos. Entrevistei Leila Míccolid, no seu site http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/index.htm, vocês conhecerão a trajetória dessa escritora.
blog: http://blogblocosonline.zip.net/
1- O site Blocos ganhou o prêmio nacional do jornal " O CAPITAL" 2005 a categoria Internet/site e outros prêmios. Você no início acreditava que o site daria certo?
Nem Urhacy Faustino nem eu pensávamos em se iria ou não dar certo. O site, em 1996, era já uma continuação do nosso trabalho cultural, uma extensão do que já fazíamos (Blocos era um jornal impresso). Com o tempo, porém, foi sendo mais gratificante a internet do que a impressão do jornal, por causa da nossa dificuldade de locomoção (viemos morar em Maricá) e também pela repercussão, muito mais imediata pela web do que através das remessas de Correio. Então resolvemos investir no site, porque não tínhamos nenhuma condição para levar avante, na época, os dois empreendimentos - ambos bastante altos.
2- Muitos possuem uma visão negativa em relação a Internet, devido o conceito da cultura de massa: TV, rádio, jornais, revistas e agora a INTERNET. No início da formulação do site, escutou algumas críticas negativas desse grupo?
Tem sempre muito "oficial de obra feita", pessoas que só criticam o que os outros fazem... mas isso é normal. Aprendi que não se pode agradar a gregos e a troianos ao mesmo tempo.
3- O que você acha dos blogs literários? Acha que estão impulsionando o interesse pela leitura e o exercício da escrita?
Eu, particularmente, não tenho afinidade com blogs; passo os olhos em alguns, mas me canso muito rapidamente, até pelo estilo fragmentado deles. Para mim, os sites e até mesmo o orkut, me são mais atraentes — na minha visão de leitora; no entanto, acho que o autor deve trilhar o caminho que mais se compatibilize com o seu temperamento e/ou estilo.
4- Mudando um pouco de assunto. Você é uma escritora que ganhou muitos prêmios; escreveu poemas, prosas e novelas. Quais os elementos necessários para fazer uma boa ficção?
Acho que é uma alquimia simultânea de três principais elementos sensibilidade, ludicidade/prazer, e técnica.
5- Você acredita que para fazer uma boa história, o escritor precisa ser erudito e intelectual? Ou precisa de algo mais: intuição e paixão por exemplo?
Não precisa ser intelecutal, mas só usar a intuição e a paixão também é pouco nessa nossa era de especializações. A técnica e o um conhecimento de assuntos paralelos (literários, dramatúrgicos, etc.) também é essencial no meu modo de entender.
6- Tem esperança de uma país melhor e que valorize ainda mais a cultura?
Esperança, sempre se tem, até porque não espero de braços cruzados que nada caia do céu, luto muito afinco para que a situação cultural no país melhore, não só em Blcos como no orkut, onde, inclusive, uma das minhas comunidades é a da profissionalização do escritor; mas, apesar de ser um "bom combate" é bastante desgastante, até porque a cultura está ligada a um complexo de setores e fatores, como educação/ensino, incentivo ao desenvolvimento das potencialidades criativas, respeito à pluralidade de falas, liberdade de expressão, exercício da cidadania etc. No entanto, resistir e persistir é inerente à atividade do escritor; portanto, não conheço outro jeito a não ser avançar.
liberdade de expressão, exercício da cidadania etc. No entanto, resistir e persistir é inerente à atividade do escritor; portanto, não conheço outro jeito a não ser avançar.
Dudu Oliva | comentários(4)
16/07/2006 11:47 BLOG DO MEU PRETENSO LIVRO 
07/03/2005
Sempre erro na concordância verbal. Começo a escrever no presente e termino no passado. O meu engano não é só pelo errar na concordância. Vem, também, da minha lógica de achar, que o ato de pensar é o presente e quando o escrevo, torna-se pretérito.
A explosão da idéia é momentânea. Ao passá-la para o papel, transforma-se numa lembrança. Tenho pressa em escrever logo no papel, por medo dos meus pensamentos se evaporem. Não quero perdê-los.
Comprarei um caderno, para anotar tudo que imagino. Será o início de tudo, que almejo. Espero que o seja. Mas, sempre esqueço de comprar o caderno de anotações, no dia seguinte.
Quando vou deixar de ter pressa em escrever e só publicar, quando o texto realmente estiver pronto; a pedra já polida.
http://dudve.blogspot.com
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