VIAJANDO NA MAIONESE COM DUDU OLIVA O LINDO E CRISTALINO DE LA VEGA
Dudu Oliva


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29/08/2010 11:50
A CABANA DE WILLIAM P. YOUNG
Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana repercutiu muito sucesso com o entusiasmo e da indicação dos leitores. Tornou-se um fenômeno de público.

Durante uma viagem, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e há indícios de que ela foi assassinada são por um psicopata em uma cabana abandonada. Há quatro anos vivendo em uma depressão profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

As respostas que Mack encontra surpreenderam os leitores, levando a pensar em valores como amor, respeito, compaixão e perdão já tão esquecidos nossa sociedade individualista.
Com uma narrativa simples, levanta questões profundas sobre o perdão, a redenção e a fé. O enredo prende o leitor e suspense envolve a cada página. É um tipo de romance que serve com ponte para outros conhecimentos filosóficos e religiosos, os quais os indivíduos podem se aprofundar ou não.

A cabana mostra a verdadeira essência da comunhão com Deus e critica estereótipos que as pessoas e as Instituições religiosas produzem no consciente e no inconsciente coletivo.

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22/08/2010 23:42
A PARTIDA(2008)
Além de abordar a morte com simplicidade e lirismo, o filme mostra a busca do homem pela felicidade. É um tipo de história que qualquer pessoa iria se identificar com protagonista: Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki). O filme, vencedor do Oscar 2009 de melhor filme estrangeiro, possui momentos de humor e drama e ao longo das cenas ilustra como estes elementos estão inseridos em nosso cotidiano.

Quando soube que ia passar no canal da tevê a cabo, não perdi a oportunidade a fim de refletir sobre a morte, um tema muitas vezes tabu na sociedade. Não tenho medo da morte, mas do vazio de não existir. Entretanto, a morte faz parte da vida e ela pode ser uma passagem para outro plano. O filme passa esta mensagem, principalmente nas cenas do ritual da preparação dos mortos.

Daigo no começa da película era um homem perdido e que vê o sonho de ser um músico perecer. Entretanto, quando retorna para casa, encontra um novo sentido para vida. Trabalha na preparação dos cadáveres com dedicação e carinho. De alguma forma, ele também fez uma passagem. Deixou a vida passada em Tóquio e o sonho antigo para uma nova realidade. Eu quero ter esta coragem de recomeçar também, sem apegos fúteis ou orgulho.

A partida é um filme que todas as pessoas precisam ver, pois pode ajudar a entender como a vida é. Inclusive, não ter medo da morte e nem das mudanças que ocorrem na travessia da vida.


http://www.youtube.com/watch?v=MtdENmR6jKw&feature=fvw

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21/08/2010 10:17
DETALHES
Nunca me preocupei com detalhes. Sempre achei que não tinha nada demais em trocar o s com z num nome de uma pessoa.

Hoje, trabalhando em cartório, vejo que os pormenores são fundamentais para não haver o caos em uma sociedade. Os profissionais que manuseiam documentos alheios precisam ter muita atenção, pois podem prejudicar vidas.

Fico assustado com este fato e se prejudico alguma pessoa por ser distraído, a culpa fica martelando na cabeça. É muito ruim pensar que de alguma forma interferi negativamente na vida de uma pessoa.

Por outro lado, percebo que este trabalho esta me ajudando desenvolver melhor minha concentração. Portanto, no futuro, isto pode me ajudar para outros voos e principalmente para o meu crescimento profissional.

Ter uma boa concentração e disciplina pode me ajudar a escrever melhor crônicas e contos, tornando-me assim um escritor de verdade.

Digo escritor de verdade no sentido de ter o domínio da língua portuguesa e com ela fazer belas esculturas de palavras.

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15/08/2010 22:58
O DIAMENTE DO TAMANHO DO RITZ E OUTROS CONTOS DE FRANCIS SCOTT FITZGERALD
Além dos contos serem envolventes, um dos pontos que achei mais interessante foi a amostra do contexto histórico que as narrativas fizeram da primeira metade do século XX da História dos E.U.A.

Os contos são ambientados na década de XX: O conto que é o título do livro( 1922), Bernice corta o cabelo(1922) e O palácio de gelo(1920). As histórias além de mostrar questões da juventude rica americana (os protagonistas dos contos são jovens), a pujança da economia americana pós-primeira guerra e pé-depressão 29 e as diferenças culturais de um país continental como os Estados Unidos; principalmente do Norte e do Sul que tem uma rivalidade depois da Guerra da Secessão.

O escritor descreve muito bem este ambiente devido à sua vivência. Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 1896. É de família católica irlandesa, ingressou na Universidade de Princeton, porém não se formou. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se como voluntário. Além disso, escreveu o romance de muito sucesso O Grande Gatsby e o qual teve uma versão de sucesso no cinema roteirizada por Francis Ford Coppola. ( Não vi e nem assisti o livro...).

Os contos possuem uma agilidade e se tem a sensação de ver um filme. As cenas são descritas primorosamente, mas há um enxugamento do texto, característico do texto moderno do século XX. A leitura é muito agradável.

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14/08/2010 15:01
TECNOLOGIA E INTIMIDADE
Por esses dias estava pensando sobre este tema. Atualmente vivemos uma proliferação de surgimentos de novas tecnologias que integram os diferentes cantos do planeta.

Portanto, este fato influência o nosso comportamento em relação ao tempo. Antigamente, quando as máquinas de escrever eram pesadas e eram exclusivamente para os departamentos de empresas ou jornais, os horários para o lazer e o trabalho eram mais delimitados.

Com o passar do tempo, as máquinas ficaram mais leves, as pessoas começaram a comprar para utilizar em casa e assim ganhar mais tempo no trabalho. Com o computador, percebe-se o mesmo processo, porém muito mais intenso.

Cada vez mais os microcomputadores estão cada vez menores e a facilidade que usuário tem de usá-lo está cada vez mais, é ilimitado. A barreira do tempo e espaço se rompe.

Logo, existe uma intimidade simbiótica entre os indivíduos e estes objetos eletrônicos que estão a cada dia menores. Pode-se usá-los no banheiro, no trem, na rua e em qualquer outro lugar.

Apesar dos pontos positivos desta integração, existem problemas a serem observados como a falta de delimitar o tempo. Porque os horários certos para o trabalho e o lazer como antigamente, hoje em dia não são delimitados, havendo assim uma simbiose entre os dois espaços. Enfim, ao invés de ser livre, pode tornara-se prisioneiro das novas tecnologias.

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04/08/2010 21:49
O Balão Vermelho (Le Ballon Rouge)

Albert Lamorisse «Le Ballon Rouge» (1956) from radioelectron on Vimeo.





Média-metragem narra a história de um menino que encontra um balão. Juntos, eles percorrerem as ruas de Paris e vivem várias aventuras.

Gostei do filme, pois mostra como na nossa sociedade uma pessoa pune as pessoas sensíveis e imaginativas. A criança e o balão apesar da grande amizade irritava os outros. Já presenciei e ouvi muitos casos assim de a pessoa ser à margem e ser completamente discriminada.

É o tipo da história que me faz pensar no quanto é interessante optar pela terceira margem do rio....

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26/07/2010 21:23



Shy Moon
Caetano Veloso
Shy moon, hiding in the haze
I can see your white face
Hope you can hear my tune, shy moon
Why didn't you stop her
Don't you know I suffer?
And you'll watch me cry soon, shy moon
Glow through the pollution
Find me a solution
I'll wait on the high dune
Shy moon


Shy Moon (tradução)
Caetano Veloso
Tímida Lua

Tímida lua, escondida numa nuvem de poeira.
Eu posso ver sua face branca
Espero que você possa ouvir minha musica, acanhada lua.
Por que não pode detê-la

Você não sabe que eu sofro?
E você vai me assistir chorar daqui a pouco, tímida lua.
Brilhe por entre a poluição
Encontre para mim, a solução.

Eu esperarei no alto de uma duna, tímida lua.
Brilhe através da poluição
Encontre para mim a solução
Eu esperarei no alto de uma duna, tímida lua.

http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/shy-moon-traducao.html
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25/07/2010 01:44
CORDÃO UMBILICAL



Sempre me incomodei com alguns comentários de que, se não sei fazer alguma coisa simples, ou se cometo erros é devido à educação dada por meus pais.

Sou adulto, e se houve alguns equívocos deles, tenho discernimento para correr atrás do prejuízo.

O livre-arbítrio de cada indivíduo não conta? Ao longo desses trinta e dois anos acumulei sonhos e fracassos e devo administrar isto. Pai e mãe sempre querem o melhor para os filhos, mas algumas vezes podem errar tentando acertar.

Os filhos não devem usar isso como desculpa e se vitimizar por não terem conseguido seus intentos.

No meu caso, o cordão umbilical foi cortado há bastante tempo.
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11/07/2010 20:20
DIALOGO MAGISTRAL. "POR QUE A VERDADE É NECESSÁRIA?"

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11/07/2010 13:41
Notas do Subsolo de Dostoiévski


É um romance que mostra a fragilidade humana e de como somos paradoxais. O protagonista anti-herói está mergulhado em delírios, rebeldia e recalques e não consegue sair deste labirinto;

“ Sou um homem doente... Sou mau. Não tenho atrativos. Acho que sofro de fígado. Aliás, não entendo bulhufas da minha doença e não sei com certeza o que é que me dói...”

A racionalidade que nossa sociedade tanto preza, em Notas do Subsolo mostra como ela é quebradiça e que o indivíduo moderno à deriva nas grandes cidades, sem família e identidade.


“ Não sei, não consegui ainda solucionar isso, e naquele instante ainda menos do que agora eu tinha condições de entender o que se passava comigo. Sem tirania e poder sobre alguém eu não posso viver... Mas... mas, com racionalização, não se pode explicar nada e, conseqüentemente, é inútil racionalizar.”


Enfim, esquecemos de viver a “vida vivida” e nos perdemos em construções e mecanismos racionais pela busca de superioridade me relação ao outro. O protagonista do livro tenta o tempo todo fazer isto, mas sempre fracassa.

É um crítico feroz da sociedade em que vive, todavia, ao mesmo tempo, almeja estar inserida nela. Muitas vezes, suas críticas são despeitos e ele assume isso em vários trechos.

“ Eu sei, vão me dizer que isso é inverossímel- alguém ser assim tão mau e idiota como eu me mostrei.”

Realmente, quem nunca passou por isso? Notas do Subsolo é um ensaio sobre a alma humana. Em muitos trechos, reconheci-me como se tivesse me olhando no espelho. Lê-lo é um aprendizado sobre si mesmo e esta tal de “Humanidade” na qual vivemos.

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04/07/2010 01:00
LIBERTAÇÃO


Não quero mais pensar que a grama do vizinho é mais bonita

Não quero mais pensar em ser tão inteligente como fulano de tal

Não quero mais pensar no "se" tivesse nascido em outro país, seria mais feliz

Não quero mais pensar em ser outro

Não quero mais pensar em ser aprovado por alguém

Não quero mais pensar em ser colonizado

Liguei o botão do “ DANA-SE”

Quero ser eu

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26/06/2010 10:35
OUTROS OLHARES

http://www.youtube.com/watch?v=JYWyvw9Hauo
S.O.S. de um terreno em desespero (tradução).Composição: Michel Berger
Por quê eu vivo, por quê eu morro?
Por quê eu rio, por quê eu choro?
Eis o S.O.S.,
De um terreno em desespero

Jamais tive os pés sobre Terra
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Estou mal na minha pele.

Queria ver o mundo ao contrário
Se por ventura fosse mais bonito
Mais bonito visto do alto [de cima]
Do alto [de cima]

Sempre confundi a vida
Com as histórias em quadrinho
Tenho como os desejos de metamorfose
Sinto alguma coisa
Que me atrai
Que me atrai
Que me atrai para o alto

Grande loteria do universo
Não tirei um bom número
Estou mal na minha pele

Não tenho o desejo de ser um robô
"Metrô, Trabalho, Soneca".

Por quê eu vivo, por quê eu morro?
Por quê eu grito, por quê eu choro?
Creio captar ondas
Vindas de um outro mundo

Jamais tive os pés sobre Terra
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Estou mal na minha pele.

Quereria ver o mundo ao contrário
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Soneca, criança, soneca.
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20/06/2010 01:46
TEMPO REAL


Pelo twitter fiquei sabendo de um incêndio no Parque da Catacumba no Rio de Janeiro. O acidente pode ter sido provocado por um balão.

No momento, não se pode julgar se foi realmente um balão. Como soube a notícia em tempo real pelo twitter, não há no momento provas concretas. Porém, o suposto incêndio provocado por balão levou-me a pensar sobre a modernidade e as culturas tradicionais.

Mesmo vivendo numa metrópolis, onde existem nomes estrangeiros espalhados por todo canto, há manifestações que resistem ao tempo e que provocam tragédias no espaço urbano. A cidade do Rio de Janeiro cresceu espremida entre as montanhas e o mar, em consequência deste fato, a mata atlântica foi quase extinta. Além dos ricos de acontecer desastres com aviões ou helicópteros.

O ritual de fazer um balão ao longo das décadas é uma herança cultural que se contrapões com os novos pensamentos e a lei. A eterna dialética do antigo e o nove. Como solucionar isto? Intensificar ainda mais programas educativos? Fiscalizar? Como derrubar um cerimonial tão antigo?

Realmente relativizar não soluciona o problema. Há necessidade de tomar atitude, mesmo que sejam equivocadas. Eu acho uma besteira soltar balão, entretanto o outro pode reviver histórias e lembranças ao praticar esta atividade, mesmo sendo criminosa. Por outro lado, as mudanças climáticas provocados pela poluição têm reflexos ao planeta. Como já mencionei no texto anterior( Desafio): Tudo bem que precisamos relativizar e compreender não existe uma opinião única das coisas; todavia, como pensar numa nação, sem englobar pessoas em um mesmo sonho de ver um país desenvolvido? O planejamento familiar é um dos fatores fundamentais para a prosperidade de uma nação.

Uma mudança cultural demora bastante, mesmo com a overdose de informações que explodem nos meios de comunicação. Precisa-se refletir profundamente. Em muitas ocasiões minha cabeça está tão cheia, que precisa esvaziá-la um pouco. Jogar fora ideias ou modelos entranhados no meu inconsciente e que me antecedem por gerações.



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13/06/2010 16:12


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05/06/2010 14:42
TRAVESSIAS

Por esses dias assisti dois filmes que me fizeram pensar sobre a perda de uma pessoa querida e a dor que nos provoca. O processo do luto é muito difícil, pois ao longo do tempo as pessoas que nos relacionamos fazem parte da gente e quando elas não existem mais, parece que não temos mais uma parte do corpo. As duas películas mostram de um jeito simples e belo como os personagens tentam seguir suas vidas, mesmo com os corações em pedaços.


Não Se Preocupe, Estou Bem! (Je Vais Bien, ne t'en Fais Pas, 2006) . Moça retorna para casa depois das férias e descobre que seu irmão gêmeo, depois de uma briga com seu pai, fugiu sem deixar pistas. Culpando o pai pelo que aconteceu, ela adoece, até receber um cartão postal do irmão. A busca pelo irmão será uma viagem de amadurecimento que a transformará em mulher. Não posso contar a história do filme, pois perderá a graça. Recomendo.


Caos Calmo(2008): Pietro é um executivo respeitável, com uma casamento feliz e pai de uma garota sensível. Após ter resgatado uma mulher que estava se afogando na praia, descobre que ao chegar a sua casa, a esposa morreu de repente. A partir daí, sua vida se transforma. No mesmo tempo em que vive um tumulto emocional, necessita permanecer calmo para exercer o papel de pai e mãe para sua filha. O enredo mostra também uma viagem em que o personagem faz, para encontrar a maturidade de seguir em frente.

A vida é uma travessia que mesmo nas perdas e danos é maravilhosa percorrê-la. Os dois filmes mostram isto, que sempre há uma luz no fim do túnel para nós sermos salvos.


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30/05/2010 15:28
DESAFIO

Como falar sobre planejamento familiar, sem passar por elitista e preconceituoso? Realmente, é complicado. Trabalho em um cartório, onde sempre há pessoas em busca de informação para casar gratuitamente; muitas vezes, são moças muito novas que mal completaram o ensino fundamental e os respectivos aspirantes a noivos, que nem possuem um emprego. Como podem começar a vida deste jeito.

O casamento é um projeto que precisa de planejamento. O amor não basta somente, mas o companheirismo, a responsabilidade e objetivos em comum. Há tantos discursos ao redor deste tema: políticos, culturais e religiosos que tornam o assunto ainda mais complexo.

Tudo bem que precisamos relativizar e compreender não existe uma opinião única das coisas; todavia, como pensar numa nação, sem englobar pessoas em um mesmo sonho de ver um país desenvolvido? O planejamento familiar é um dos fatores fundamentais para a prosperidade de uma nação.

Existem barreiras intransponíveis em relação a este assunto e os que me chama mais atenção são os fatores políticos e religiosos. Tanto a estrutura política e religiosa que se formaram em um país em desenvolvimento, não é vantagem um povo consciente e pessoas que tenham uma individualidade bem constituída. Não quero generalizar, mas se observar a História, o fato da ignorância está associada à obediência e à passividade é irrefutável.

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30/05/2010 15:22
RECORDAÇÃO


De repente, no meio de um uma conversa no trabalho, lembrei que fiz faculdade há muitos anos. O assunto que fez emerge a recordação se relacionava com diferença entre a Sociedade mecânica e a orgânica. A primeira tem como característica a fase primitiva da organização social que se baseia nas semelhanças entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, é necessário à sobrevivência do grupo, deve à coerção social, baseada na consciência coletiva, ser severa e repressiva. A segunda se desenvolve com a divisão do trabalho, gerando um novo tipo de solidariedade, não mais baseado na semelhança entre os componentes, mas na cooperação dos diferentes indivíduos. Portanto, cria-se um laço social novo e outro tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, e que dá origem a uma nova organização social; tendo como base a diversidade e a valorização do indivíduo. Diferente do que ocorre na Sociedade mecânica. Quem desenvolveu esta teoria foi Émile Durkheim, intitulado “um dos pais da sociologia moderna”. Foi o fundador da escola francesa de sociologia.

Gostei de resgatar um fragmento antigo das profundezas da memória. Principalmente, por provar a mim mesmo que não sou oco por dentro. Tenho uma história particular, uma vida com sonhos, desilusões, alegrias e tristezas. Nada e ninguém podem tirar isso de mim. Nos tempos da faculdade, eu era outro, mas há resquícios que ainda sobrevive em mim no agora. E apesar de ter a impressão que vivi numa aparente "inércia", estou sempre em movimento. Como já ouvi: " Recordar é viver", realmente, é bom visitar o passado, para ver o quanto caminhamos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Émile_Durkheim

http://pt.wikipedia.org/wiki/Solidariedade_social
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18/05/2010 22:13


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16/05/2010 22:26
EU TE AMO, CARA


O que achei mais interessante no filme é a mudança de foco, ao invés do romance, tema batido nas comédias românticas, o roteiro narra a história de um homem que sempre se concentrou nas relações amorosas e com isso não criou laços de amizade. Ele não tem amigos e este fato virou um problema, quando estava prestes a se casar e não tinha ninguém para ser seu padrinho. Portanto, começa a sair com vários caras a fim encontrar um amigo-padrinho. A película tem todas as situações clássicas e bizarras de comédia, mas existe uma certa originalidade ao protagonizar a busca pela amizade, que é tão quanto importante que a busca pelo amor.
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15/05/2010 14:05
OUTROS OLHARES
Como ratos
Quando participei de experimentos com ratos, aprendi que esses animais, naturalmente pacíficos, tornavam-se paulatinamente mais agressivos na medida em que espaço e alimento, assim como as fêmeas, eram reduzidos. O instinto de sobrevivência ativado pelo medo da morte mostrava suas garras.
Na humanidade de hoje acontece coisa semelhante, embora suas manifestações possam parecer mais requintadas. A população do mundo aumenta. Embora o alimento exista, é mal distribuído. O espaço se torna menor, notadamente nos grandes centros urbanos e as possibilidades de emprego e segurança material se apequenam.
Nem todos têm condições para acompanhar o aperfeiçoamento exigido, na quantidade e rapidez com que o conhecimento avança.
Invadidos em seu território, ameaçados e temerosos, alguns comportamentos crescem em número e ferocidade. A formação de grupos que se organizam pelas semelhanças e ganham força para combater os que, supostamente os ameaçam, apenas porque são diferentes. E o preconceito cresce e discrimina tudo aquilo que é visto como hostil à integridade das turmas. A cada dia, uma faceta humana se transforma em símbolo desta ameaça e, mesmo que não haja perigo algum em seu comportamento, a agressividade cairá sobre os que carregam a tal característica, para que, uma vez destruídos, reduzam a população excessiva.
Assim, a cor da pele, o gênero, a fé, hábitos culturais e tudo o mais que enriquece a vida e a humanidade precisam ser banidos, tendo como base o medo e o instinto de sobrevivência.
Estamos nos transformando em ratos medrosos.
Hoje vi um vídeo terrível que ilustra este temor:
http://videos.sapo.pt/bzhAVZizTtzpJG0sHH1n

Crédito do texto: http://idealiapolaris.blogspot.com/
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